segunda-feira, 18 de maio de 2015

Alerta: O risco do ingresso precoce de estudantes na universidade


Imagem meramente ilustrativa

Tópico 0088

O ingresso precoce de estudantes na universidade tem gerado grande número de processos judiciais. A Lei 9.394/96, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), estabelece a conclusão do ensino médio como requisito para ingressar em curso superior, mas são muitos os alunos que conseguem passar no vestibular antes disso e buscam o Poder Judiciário para assegurar o direito à matrícula.

Mais tarde, já durante a faculdade, a matrícula pode ser posta em xeque. Em alguns casos, a aplicação da teoria do fato consumado socorre o estudante. Outras vezes, a tentativa de chegar mais cedo ao diploma universitário acaba se revelando uma grande frustração.

Recentemente, a Universidade de Brasília (UnB) adotou uma medida polêmica ao exigir o comprovante de conclusão do ensino médio no ato da inscrição para o vestibular. Antes, a apresentação do diploma se dava somente no ato da matrícula.

De acordo com a instituição, a regra foi adotada por recomendação do Ministério Público do Distrito Federal para garantir o cumprimento da LDB. Afirmou, ainda, ser uma tentativa de inibir a conclusão irregular do curso por meio de exames supletivos.

Dados da própria UnB apontam que 490 estudantes aprovados em vestibular antes da conclusão do ensino médio regular entraram na universidade no segundo semestre de 2014 por força de liminares judiciais. Isso representou 12% dos inscritos.

Os estudantes fizeram um abaixo-assinado em que pediram à UnB que cancelasse a nova regra. Segundo eles, a exigência não encontra respaldo na legislação, e nenhuma outra universidade no Brasil cobra esse certificado para a participação no certame.

O documento afirma ainda que a exigência da UnB foi uma forma de burlar o Poder Judiciário, que vinha dando decisões favoráveis a estudantes que passaram no vestibular sem ter concluído o ensino médio.


Fato consumado

Nos casos de aprovação em vestibular sem a conclusão do ensino médio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), sempre que possível, vem aplicando a teoria do fato consumado para evitar prejuízo aos estudantes.

Em julho de 2007, um aluno passou no vestibular para o curso de engenharia mecatrônica da Universidade Federal de Uberlândia, mas sua matrícula foi recusada porque não havia concluído ainda o ensino médio, embora tivesse frequência e notas suficientes para ser aprovado (REsp 1.244.991).

O estudante impetrou mandado de segurança e, em segunda instância, conseguiu liminar para assegurar a matrícula. Durante o processo, ele apresentou o certificado, mas mesmo assim a sentença negou a segurança. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reformou a decisão por entender possível a entrega do documento no curso do processo judicial.

De acordo com o tribunal, o candidato aprovado em regular processo seletivo para ingresso no ensino superior deve ter assegurado o direito à matrícula se apresentar o certificado de conclusão do nível médio antes de a sentença ser proferida, como ocorreu no caso.

A universidade recorreu ao STJ alegando ofensa à LDB. O recurso foi julgado em 2011. O STJ aplicou a teoria do fato consumado, visto que o aluno já havia concluído o ensino médio, e a matrícula havia sido deferida pela universidade em 2008 em virtude do acórdão do TRF1.


Idade mínima

O Ag 997.268 tratou do caso de um estudante que havia passado no vestibular, mas não tinha a idade mínima de 18 anos para fazer o exame supletivo e tirar o certificado de conclusão do ensino médio. O ministro Herman Benjamin foi o relator do recurso, que discutia especificamente os artigos 37 e 38 da LDB.

No caso, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) concluiu que a exigência da idade mínima de 18 anos para o supletivo de nível médio era razoável, pois esse exame visa exclusivamente a dar oportunidade aos jovens e adultos atrasados nos estudos, de modo que possam recuperar o tempo perdido. O ensino supletivo é previsto pelo artigo 38, parágrafo 1º, da LDB.

Entretanto, para o TJBA, se o estudante, mesmo em idade precoce e ainda por concluir o ensino médio, presta vestibular e obtém sucesso, revela capacidade e maturidade suficientes, razão pela qual foi concedida liminar para lhe garantir o direito de realizar o exame supletivo.

Durante o processo, o estudante atingiu a idade mínima exigida e preencheu o requisito legal que lhe faltava, o que ensejou a aplicação da teoria do fato consumado. “O retorno ao status quo ante se mostra contrário ao senso de justiça quando, além de evidenciada a maturidade e a capacidade do estudante, todos os requisitos exigidos foram cumpridos no curso da demanda”, decidiu o TJBA.

Para Herman Benjamin, o tribunal de origem, em consonância com o entendimento firmado pelo STJ, acertou ao não reformar a sentença que havia concedido a segurança ao estudante, porque “mediante liminar lhe foi deferido o direito de realizar os exames supletivos do ensino médio e, durante o tramitar do feito, veio a completar a idade mínima exigida”.

O relator concluiu que, em hipóteses excepcionais como essa, é preciso fazer uma ponderação entre a situação fática consolidada e os princípios jurídicos em questão, para que “o estudante beneficiado com o provimento judicial favorável não seja prejudicado pela posterior desconstituição da decisão que lhe conferiu o direito pleiteado inicialmente”.


Aluno reprovado

A teoria do fato consumado nem sempre pode ser aplicada, como ocorreu no julgamento do REsp 1.394.719. O STJ negou pedido para que um aluno, reprovado em três disciplinas do ensino médio, pudesse se valer da aprovação em exame supletivo para ingressar na faculdade.

A Segunda Turma entendeu que a idade mínima para o supletivo, em regra, deve ser respeitada, e essa modalidade de ensino não se aplica a menores que queiram burlar o processo educacional de modo a encurtar o caminho para a universidade.

O aluno, à época menor de 18 anos, foi reprovado em biologia, física e português e recorreu ao supletivo como forma de concluir o ensino médio.

Amparado por liminar judicial, ele fez o exame mesmo sem a idade mínima. Foi aprovado e se matriculou no curso de computação de uma universidade particular do Distrito Federal, do qual chegou a cursar cinco semestres. No STJ, argumentou que seu caso deveria ser julgado à luz da teoria do fato consumado.

Porém, a Segunda Turma não entendeu dessa maneira. Para o relator, ministro Mauro Campbell Marques, a permissão para que estudante menor de idade faça o exame supletivo é medida excepcional, que só pode ser concedida em “raríssimos casos”, quando ele comprova capacidade e maturidade intelectuais suficientes para estar na universidade – o que não se pode dizer de quem é reprovado em três disciplinas no ensino regular.

Entender de modo contrário é admitir que a reprovação no ensino regular de quem está na idade legal adequada poderia ser ignorada e superada pelo supletivo, burlando o sistema educacional”, afirmou o ministro.

Além disso, para Campbell, mesmo que superado tal óbice, o tribunal de origem concluiu que “não houve considerável decurso de tempo entre a data da concessão do provimento liminar (fevereiro de 2011) e a produção da sentença (setembro de 2011) a ponto de consolidar situação fática”.

Segundo o relator, a teoria do fato consumado só tem aplicação em casos muito excepcionais, quando a morosidade do Judiciário faz com que determinada situação jurídica decorrente de liminar se consolide de tal forma que sua eventual desconstituição causaria grave prejuízo à parte.


Enem

Ao julgar o RMS 43.629, a Segunda Turma negou a pretensão de um estudante que não havia atingido a pontuação mínima exigida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para obter o certificado de conclusão. Ele recorreu ao STJ contra decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) que negou seu mandado de segurança.

O estudante alegou ter direito líquido e certo à expedição do certificado de conclusão do ensino médio, com base na teoria do fato consumado, já que, aprovado em vestibular e apoiado em uma decisão liminar, estava cursando pedagogia desde o início de 2013.

Ao analisar o caso, o relator, ministro Humberto Martins, concluiu pela não aplicação da teoria do fato consumado, uma vez que não houve o necessário transcurso de longo prazo. O aluno ingressou na universidade no primeiro semestre de 2013, e o recurso foi pautado para julgamento no início do segundo semestre do mesmo ano.

Quanto ao Enem, Humberto Martins destacou que o Estado de Mato Grosso do Sul editou resolução para disciplinar a expedição de certificado do ensino médio, pelas escolas credenciadas, aos participantes do Enem que solicitassem a certificação no ato da inscrição, mas para isso o aluno teria de preencher alguns requisitos, entre eles atingir o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do exame e 500 pontos na prova de redação.


Projetos

A questão dos alunos que conseguem aprovação no vestibular antes da conclusão do ensino médio também gera muito debate no Poder Legislativo.

Em 2013, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Lei 6.834/10, do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), que autorizava matrícula em universidade aos estudantes que passassem no vestibular tendo concluído apenas o segundo ano do ensino médio.

Pelo projeto, eles poderiam cursar, simultaneamente, o primeiro ano da faculdade e o último ano do ensino médio. A proposta alterava a LDB, que atualmente só permite o ingresso nas universidades para os estudantes que concluíram o ensino médio.

A comissão concluiu que o projeto, aparentemente justo, geraria mais prejuízos do que vantagens aos estudantes, já que ficariam sobrecarregados com duas jornadas de estudos – o final do ensino médio e o começo da graduação.

O projeto tramitava em conjunto com os PLs 2.157/11 e 4.870/12, sobre o mesmo assunto, em caráter conclusivo. Como foram rejeitados na única comissão de mérito, os projetos serão arquivados, a menos que haja recurso de, no mínimo, 53 deputados para levar a votação ao plenário.


Outros dois projetos de lei sobre o tema ainda tramitam na Câmara

O PL 690/15, do deputado Beto Rosado (PP-RN), altera o artigo 44 da LDB para admitir a matrícula em curso de graduação de estudante que, ainda cursando o ensino médio, tenha sido aprovado em processo seletivo e obtido pontuação no Enem que o habilite ao certificado de conclusão desse nível de ensino.

Já o PL 1.298/15, do deputado Luciano Ducci (PSB-PR), acrescenta parágrafo ao artigo 36 da LDB para disciplinar a concessão de certificado de conclusão do ensino médio.

Se aprovado, o projeto concederá o certificado para os alunos que, independentemente da idade, tenham cursado pelo menos 50% da carga horária correspondente ao terceiro ano do ensino médio e forem aprovados no vestibular antes da conclusão do curso ou no Enem.




Fonte: Superior Tribunal de Justiça.

Consulta aos processos de referência: REsp 1244991, Ag 997268, REsp 1394719, RMS 43629.



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Marcelo Gil é Conciliador e Mediador Judicial capacitado nos termos da Resolução nº 125 de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, pela Universidade Católica de Santos. Mediador capacitado para a Resolução de Conflitos Coletivos envolvendo Políticas Públicas, pela Escola Nacional de Mediação e Conciliação do Ministério da Justiça - ENAM-MJ. Pós-graduado em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário SENAC. Gestor Ambiental capacitado em Gestão de Recursos Hídricos pelo Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais - PNC, do Ministério do Meio Ambiente. Graduado pela Universidade Católica de Santos, com Menção Honrosa na área ambiental, atribuída pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas - IPECI, pela construção e repercussão internacional do Blog Gestão Ambiental da UNISANTOS. Inscrito no Conselho Regional de Química da IV Região e no Conselho Regional de Administração de São Paulo. Corretor de Imóveis desde 1998, agraciado com Diploma Ético-Profissional pelo CRECI-SP, por exercer a profissão por mais de 15 anos sem qualquer mácula. Homenageado pela Associação Brasileira de Liderança - BRASLIDER, no Círculo Militar de São Paulo, com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil, na categoria Profissional do Ano 2014 - "Corretor de Imóveis/Perito em Avaliações - Consultor de Negócios Imobiliários, Turismo e Meio Ambiente". Inscrito no Cadastro Nacional de Avaliadores do COFECI. Perito em Avaliações Imobiliárias com atuação no Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Especialista em Financiamento Imobiliário. Agente Intermediador de Negócios. Pesquisador. Técnico em Turismo Internacional desde 1999. Associado a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - PROTESTE. Associado ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC. Membro da Academia Transdisciplinaria Internacional del Ambiente - ATINA. Membro da Estratégia Global Housing para o Ano 2025. Membro do Fórum Urbano Mundial - URBAN GATEWAY. Membro da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Membro da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista - REABS. Filiado a Fundação SOS Mata Atlântica e Colaborador do Greenpeace Brasil.


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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Dica: Unicamp promove debate "Brasil, pátria educadora? Lema de quem para quem?"


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Marcelo Gil é Conciliador e Mediador Judicial capacitado nos termos da Resolução nº 125 de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, pela Universidade Católica de Santos. Mediador capacitado para a Resolução de Conflitos Coletivos envolvendo o Poder Público, pela Escola Nacional de Mediação e Conciliação do Ministério da Justiça - ENAM-MJ. Pós-graduado em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário SENAC. Gestor Ambiental capacitado em Gestão de Recursos Hídricos pelo Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais - PNC, do Ministério do Meio Ambiente. Inscrito no Conselho Regional de Química da IV Região e no Conselho Regional de Administração de São Paulo. Graduado pela Universidade Católica de Santos, com Menção Honrosa na área ambiental, atribuída pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas - IPECI, pela construção e repercussão internacional do Blog Gestão Ambiental da UNISANTOS. Corretor de Imóveis desde 1998, agraciado com Diploma Ético-Profissional pelo CRECI-SP, por exercer a profissão por mais de 15 anos sem qualquer mácula. Homenageado pela Associação Brasileira de Liderança - BRASLIDER, no Círculo Militar de São Paulo, com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil, na categoria Profissional do Ano 2014 - "Corretor de Imóveis/Perito em Avaliações - Consultor de Negócios Imobiliários, Turismo e Meio Ambiente". Inscrito no Cadastro Nacional de Avaliadores do COFECI. Perito em Avaliações Imobiliárias com atuação no Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Especialista em Financiamento Imobiliário. Agente Intermediador de Negócios. Pesquisador. Técnico em Turismo Internacional desde 1999. Associado a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - PROTESTE. Associado ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC. Membro da Academia Transdisciplinaria Internacional del Ambiente - ATINA. Membro da Estratégia Global Housing para o Ano 2025. Membro do Fórum Urbano Mundial - URBAN GATEWAY. Membro da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Membro da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista - REABS. Filiado a Fundação SOS Mata Atlântica e Colaborador do Greenpeace Brasil.


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Livro resgata história da imigração judaica no Brasil


Capa do livro 

Tópico 0086

A presença judaica no Brasil é tão antiga quanto a colonização europeia do território brasileiro. Dois judeus teriam participado da expedição de Pedro Álvares Cabral: João Faras, médico, astrônomo e astrólogo, que deu nome à constelação do Cruzeiro do Sul (já conhecida, mas ainda sem denominação), e Gaspar da Gama, apelidado “Gaspar de las Indias”, navegador, aventureiro e poliglota, que, antes de vir à América, fora piloto de Vasco da Gama.

Nos primeiros tempos do domínio português, o território foi arrendado por um consórcio de cristãos-novos (judeus convertidos ao cristianismo), liderado por Fernando de Noronha, que se dedicou à exploração do pau-brasil. Posteriormente, premidas pelas perseguições da Inquisição ou pelas difíceis condições de vida no Velho Mundo, sucessivas gerações de judeus imigraram para o Brasil. (*).

Um expressivo recorte dessa longa saga compõe o livro O Brasil como destino: raízes da imigração judaica contemporânea para São Paulo, da socióloga Eva Alterman Blay, professora titular sênior da Universidade de São Paulo. A obra foi publicada com apoio da FAPESP.

Autora e organizadora de vários livros, Blay colocou neste um pouco de sua história pessoal, como filha de imigrantes judeus (o pai nascido na Polônia, a mãe nascida na antiga Bessarábia, hoje República Moldova). “Todos nós, imigrantes e filhos de imigrantes, temos uma memória que se estende além de nossas próprias vivências. É a memória das experiências narradas por aqueles com quem convivemos”, escreveu.

Blay conta que começou essa pesquisa muitos anos atrás. E, durante bastante tempo, não soube que forma dar ao material pesquisado. “Sem associar uma coisa com a outra, eu tinha, nessa época, sonhos recorrentes, nos quais ia para algum lugar e me perdia, não encontrando mais o caminho de volta. Um dia, depois de ter escrito e reescrito o livro muitas vezes, encontrei, finalmente, a forma que procurava. E nunca mais tive aquele sonho”, disse à Agência FAPESP.

A forma encontrada pela autora foi dar voz aos entrevistados, destacando seus depoimentos na primeira pessoa, e valorizando a “bagagem” de cada um – uma “bagagem” peculiar, pois composta não apenas pelas memórias da existência vivida nos países de origem, mas também pela lembrança da vida construída aqui.

Seus 92 entrevistados provieram de 16 países diferentes: Alemanha, Argentina, Áustria, Bielorrússia, Egito, França, Hungria, Itália, Líbano, Lituânia, Palestina, Polônia, Romênia, Rússia, Ucrânia, Uruguai. Ou nasceram no Brasil, filhos de pais estrangeiros. Mas, a despeito das muitas diferenças, apresentavam três características em comum: eram judeus, idosos e estavam aqui “para ficar”.


Destino definitivo

Todos os imigrantes que eu havia estudado no Brasil tinham a fantasia de, um dia, voltar para suas terras de origem. Constatei tal fantasia nostálgica entre os italianos, os portugueses, espanhóis. Mas não entre os judeus. E isso devido às próprias condições que os fizeram vir para cá. A volta não estava em seu ideário. Até porque, para muitos deles, simplesmente não havia para onde voltar. Guerras e acordos de paz de duração temporária tinham retraçado fronteiras e redefinido o estatuto político das regiões de origem. Para esses judeus, o Brasil era visto como o destino definitivo”, afirmou Blay.

Muitos deles, nascidos nos shtetlach (plural de shtetl), as pequenas aldeias de população predominantemente judaica da Europa Oriental, com sua vida sem perspectivas, viam no Brasil a promessa de um Eldorado. E mesmo aqueles que vieram de cidades grandes e cultas, como Berlim ou Varsóvia, puderam desfrutar aqui de uma liberdade muito mais evidente.

Fugindo de situações adversas na Europa – pogroms, serviço militar rude e escravizante, pobreza, proibição de mobilidade geográfica, carência de direitos civis – encontraram no Brasil uma situação incomparavelmente mais branda, porém cheia de armadilhas”, escreveu Blay, referindo-se a um antissemitismo que, sem assumir as formas aberrantes manifestadas no continente europeu, jamais deixou de existir no país.

A pesquisa de Blay concentrou-se muito mais sobre a comunidade asquenazita (do hebraico ashquenazi), proveniente da Europa, majoritariamente nas primeiras décadas do século XX, do que sobre a comunidade sefardita (do hebraico sepharadhi), proveniente da Península Ibérica e do Oriente Médio, cuja presença remonta aos tempos coloniais, mas que cresceu no Brasil após a chamada “Crise do Canal de Suez”, em 1956.

Seu rol de entrevistados incluiu figuras de todas as classes sociais, além de alguns notáveis, como o físico Mario Schenberg (1914 – 1990), a escritora Tatiana Belinky (1919 – 2013) e a filantropa Ema Gordon Klabin (1907 – 1994).

Filho de pais não religiosos, Schenberg, que nasceu em Recife, iniciou seu depoimento, em 1982, dizendo não possuir nenhum vínculo com o judaísmo e expressou preocupação com o surgimento de uma nova “onda internacional de antissemitismo”, motivada, em sua opinião, pela política do Estado de Israel em relação ao povo palestino.

Já Tatiana Belinky, natural de São Petersburgo, Rússia, relatou, em 1983, o longo empenho de seu marido, o médico psiquiatra Júlio Gouveia (1914 – 1988), um dos precursores da televisão no Brasil, para se converter ao judaísmo. Em um evento talvez inédito no mundo, Júlio, seu filho e seu neto fizeram juntos o Bar-Mitzvá, o ritual de entrada na maioridade, que os meninos judeus cumprem normalmente depois de completar 13 anos (o Bat-Mitzvá, reservado para as meninas, é cumprido depois dos 12 anos).

Ema tem seu nome associado, principalmente, à Fundação Cultural Ema Gordon Klabin, um museu com mais de 1.500 objetos de arte, e ao Hospital Israelita Albert Einstein, para cuja construção sua contribuição financeira foi decisiva. Nascida no Rio de Janeiro, em uma das famílias judias mais tradicionais do país, ela herdou de seu pai, Hessel, nascido na Lituânia, sua participação na indústria de papel e celulose Klabin, e se destacou como colecionadora de arte, mecenas e filantropa. Foi entrevistada em 1982.


Micro-história e a construção da sociologia

Comentando estes e outros depoimentos, Blay ressaltou o papel da história pessoal, da “micro-história”, na construção da sociologia. “Eu prefiro isso do que fazer as grandes generalizações. Foi um movimento que iniciamos nos anos 1980, a Maria Isaura Pereira de Queiroz, o Aziz Simão e eu. Buscávamos valorizar o cotidiano, a vida real, os comportamentos individuais, sempre respeitando os dados empíricos. E fomos muito criticados na época”.

Quando se trabalha com histórias de vida, o cuidado a se tomar é considerar que as pessoas contam uma determinada verdade, circunscrita ao momento em que estão relatando. Não existe a verdade. Existe uma memória, em um determinado momento, e essa memória tem que ser considerada no contexto”, ponderou a socióloga.

Notável como história pessoal foi o longo depoimento de Rifca Gutnik, que, na época da entrevista, iniciada em 1982 e continuada por alguns anos, morava no Lar dos Velhos, mantido pela Sociedade Israelita. Nascida na antiga Bessarábia, Rifca teve de abandonar os estudos depois que Alexander Cuza (1857 – 1946), considerado o Hitler romeno, proibiu o ensino de ídiche nas escolas.

Tornou-se operária desde muito cedo e, como tal, liderou uma greve contra as condições absolutamente desumanas de trabalho, sem horário para refeição, sem remuneração adicional para serviço noturno, sem direito nenhum. A greve resultou vitoriosa, mas Rifca foi demitida. Desempregada, emigrou, depois de um tempo, para o Brasil, onde seu namorado e futuro marido, Velvel, já estava.

Aqui, participou, no Rio de Janeiro, do Arbeter Center, que promovia atividades educacionais e culturais e mantinha um restaurante para trabalhadores. Depois da fracassada insurreição da Aliança Nacional Libertadora, em 1935, Velvel foi preso como comunista. Após horas exposta ao sol na porta do presídio, esperando pela permissão para visitar o marido, Rifca perdeu sua filha, Clara, vítima de insolação. Perderia também o marido, deportado para campo de concentração.

A história de Rifca teve um efeito profundo sobre mimDepois de tê-la entrevistado no Lar dos Velhos, passei a visitá-la regularmente”, escreveu Blay. Rifca participava ativamente da vida no Lar. Costurava na máquina que ela mesma havia doado; lia livros em português, russo, ídiche e alemão; organizava, com seus próprios discos, audições de música erudita e folclórica para os demais moradores; mantinha-se atualizada com a leitura diária de dois jornais. E ajudou Blay em sua pesquisa, traduzindo um livro sobre a história de Britchon, o shtetl onde nascera em 1905.

A ideia de fazer pelos outros, que, a despeito de todas as vicissitudes, deu sentido à vida de Rifca, está fortemente assentada no conceito judaico de tzedaká, que pode ser traduzido como “justiça” ou “retidão”. Exemplo de tzedaká foi o intenso trabalho voluntário desenvolvido pela professora Betty Lafer (1909 – 2006), nascida em Schirvint, na Lituânia, e diplomada em Araraquara, no Brasil.

Depois de anos no magistério, casada e com os filhos criados, Betty passou a atuar como voluntária na Organização Feminina Israelita de Assistência Social (Ofidas), e, posteriormente, na União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social (Unibes), da qual se tornou presidente de honra. Ela foi entrevistada em 1982.

O trabalho social foi, para muitos desses imigrantes, a principal forma de praticar o judaísmo. “A geração que entrevistei não era especialmente religiosa”, afirmou Blay. “O máximo de sua religiosidade se resumia à observância das três datas principais do judaísmo: Rosh Hashaná (Ano Novo), Iom Kippur (Dia do Perdão) e Pessach (Páscoa). A geração atual é muito mais voltada para a religião, inclusive para a ortodoxia. Alguns filhos ou netos dos imigrantes daquela geração agora usam roupas tradicionais, casam-se com pessoas que fazem parte do mesmo grupo e aprofundam-se no estudo da religião. É uma nova tendência que deveria ser estudada”, concluiu.

(*) Conforme Os judeus no Brasil Colonial, de Arnold Wiznitzer (São Paulo, Livraria Pioneira Editora, Editora da Universidade de São Paulo, 1966), e Breve história dos judeus no Brasil, de Salomão Serebrenick (disponível em: http://tryte.com.br/colecaojudaismo/livro10.htm).


Título: O Brasil como destino: raízes da imigração judaica contemporânea para São Paulo

Autora: Eva Alterman Blay

Editora: Editora Unesp, Ano: 2013, Páginas: 424

Preço: R$ 76,00


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Marcelo Gil é Conciliador e Mediador Judicial capacitado nos termos da Resolução nº 125 de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, pela Universidade Católica de Santos. Mediador capacitado para a Resolução de Conflitos Coletivos envolvendo o Poder Público, pela Escola Nacional de Mediação e Conciliação do Ministério da Justiça - ENAM-MJ. Pós-graduado em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário SENAC. Gestor Ambiental capacitado em Gestão de Recursos Hídricos pelo Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais - PNC, do Ministério do Meio Ambiente. Inscrito no Conselho Regional de Química da IV Região e no Conselho Regional de Administração de São Paulo. Graduado pela Universidade Católica de Santos, com Menção Honrosa na área ambiental, atribuída pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas - IPECI, pela construção e repercussão internacional do Blog Gestão Ambiental da UNISANTOS. Corretor de Imóveis desde 1998, agraciado com Diploma Ético-Profissional pelo CRECI-SP, por exercer a profissão por mais de 15 anos sem qualquer mácula. Homenageado pela Associação Brasileira de Liderança - BRASLIDER, no Círculo Militar de São Paulo, com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil, na categoria Profissional do Ano 2014 - "Corretor de Imóveis/Perito em Avaliações - Consultor de Negócios Imobiliários, Turismo e Meio Ambiente". Inscrito no Cadastro Nacional de Avaliadores do COFECI. Perito em Avaliações Imobiliárias com atuação no Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Especialista em Financiamento Imobiliário. Agente Intermediador de Negócios. Pesquisador. Técnico em Turismo Internacional desde 1999. Associado a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - PROTESTE. Associado ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC. Membro da Academia Transdisciplinaria Internacional del Ambiente - ATINA. Membro da Estratégia Global Housing para o Ano 2025. Membro do Fórum Urbano Mundial - URBAN GATEWAY. Membro da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Membro da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista - REABS. Filiado a Fundação SOS Mata Atlântica e Colaborador do Greenpeace Brasil.


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segunda-feira, 9 de março de 2015

Fundação Capes abre inscrições para o Programa de Cooperação Internacional


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Tópico 0085

A Fundação Capes lançou, nesta sexta-feira (6), o edital referente ao Programa de Cooperação Internacional STEM (sigla para Science, Technology, Engineering and Mathematics). A submissão de propostas vai de 17 de março até o dia 16 de abril de 2015. Confira o edital.

Trata-se de uma nova ação da Capes, em parceria com Conselho Britânico/Fundo Newton para promover a mobilidade e o intercâmbio de docentes e pesquisadores responsáveis pelo ensino de ciências, tecnologias, engenharia e matemática de países emergentes ao Reino Unido.

A ação visa à troca de conhecimentos entre docentes e pesquisadores para incentivar a inovação curricular e a criação de novas estratégias na formação de professores da educação básica nas áreas de Ciências e Matemática.

O Programa é dividido em duas etapas: a participação em atividades de imersão no Reino Unido, e) a realização de atividades de disseminação do conhecimento, após o retorno ao Brasil, com a aplicação de um plano de formação de professores alinhado às temáticas do STEM.


Público-alvo

Nesta primeira edição de 2015, podem submeter proposta docentes de ensino superior que atuam como coordenadores no Programa Novos Talentos, nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia ou Matemática.

O Programa prevê o financiamento dos seguintes benefícios: auxílio no valor de £ 250 (mais de R $1.110) , financiamento no valor de até R$ 24 mil, a ser pago após o retorno ao Brasil, para ser aplicado nas atividades de disseminação do STEM. Também será concedida passagem aérea internacional, hospedagem, seguro saúde e deslocamentos internos no Reino Unido.


Atividades

O período de realização das atividades no Reino Unido, incluindo o dia de saída e de retorno ao Brasil, está programado para os dias 13 a 28 de junho de 2015.

As atividades, a serem realizadas nas cidades de Londres, York e Edinburgo, de um modo geral, contemplam a realização de oficinas temática, visitas a escolas, reunião e atividades pedagógicas.


Novos Talentos

O Programa Novos Talentos é voltado ao apoio a projetos extracurriculares para professores e alunos da educação básica, tais como cursos e oficinas, visando à disseminação do conhecimento científico, ao aprimoramento e à atualização do público alvo e à melhoria do ensino de ciências nas escolas públicas do País.

Coordenado pela Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica (DEB) da Capes, investe em novos talentos da rede pública para inclusão social e desenvolvimento da cultura científica.


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Marcelo Gil é Conciliador e Mediador Judicial capacitado nos termos da Resolução nº 125 de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, pela Universidade Católica de Santos. Mediador capacitado para a Resolução de Conflitos Coletivos envolvendo o Poder Público, pela Escola Nacional de Mediação e Conciliação do Ministério da Justiça - ENAM-MJ. Pós-graduado em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário SENAC. Gestor Ambiental capacitado em Gestão de Recursos Hídricos pelo Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais - PNC, do Ministério do Meio Ambiente. Inscrito no Conselho Regional de Química da IV Região e no Conselho Regional de Administração de São Paulo. Graduado pela Universidade Católica de Santos, com Menção Honrosa na área ambiental, atribuída pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas - IPECI, pela construção e repercussão internacional do Blog Gestão Ambiental da UNISANTOS. Corretor de Imóveis desde 1998, agraciado com Diploma Ético-Profissional pelo CRECI-SP, por exercer a profissão por mais de 15 anos sem qualquer mácula. Homenageado pela Associação Brasileira de Liderança - BRASLIDER, no Círculo Militar de São Paulo, com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil, na categoria Profissional do Ano 2014 - "Corretor de Imóveis/Perito em Avaliações - Consultor de Negócios Imobiliários, Turismo e Meio Ambiente". Inscrito no Cadastro Nacional de Avaliadores do COFECI. Perito em Avaliações Imobiliárias com atuação no Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Especialista em Financiamento Imobiliário. Agente Intermediador de Negócios. Pesquisador. Técnico em Turismo Internacional desde 1999. Associado a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - PROTESTE. Associado ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC. Membro da Academia Transdisciplinaria Internacional del Ambiente - ATINA. Membro da Estratégia Global Housing para o Ano 2025. Membro do Fórum Urbano Mundial - URBAN GATEWAY. Membro da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Membro da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista - REABS. Filiado a Fundação SOS Mata Atlântica e Colaborador do Greenpeace Brasil.


Contato: (11) 97175.2197, (13) 99747.1006, (15) 98120.4309 / E-mail: marcelo.gil@r7.com

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Dica: II Encontro Latino Americano de Universidades Sustentáveis (ELAUS)


Imagem de divulgação / Ministério da Educação

Tópico 0084

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, receberá nos dias 29 e 30 de outubro o 2º Encontro Latino-Americano de Universidades Sustentáveis (Elaus). O objetivo é oferecer a estudantes e pesquisadores um espaço para a apresentação de trabalhos científicos, discutir metodologias de acompanhamento da evolução do desempenho ambiental de universidades e propor indicadores.

Os desafios do desenvolvimento sustentável para universidades latino-americanas serão o tema central do encontro. Serão apresentadas iniciativas nas categorias: formação universitária para desenvolvimento sustentável em nível de graduação e pós-graduação; construção, modernização e operações sustentáveis de campi universitários; investigação em ambiente e desenvolvimento sustentável.

O prazo para envio de artigos vai até 11 de março. O resumo deve ter até 300 palavras e pode ser escrito em português, espanhol ou inglês. Deverá incluir informações a respeito da proposta, objetivo, método, resultado e contribuição da pesquisa.

As inscrições podem ser feitas até 30 de setembro. Para os delegados o valor é de R$ 200,00; para alunos matriculados em universidades, R$ 60,00. As informações completas sobre prazos e orientações para a apresentação de artigos podem ser acessadas na página da Escola de Administração da UFRGS, unidade que sediará o evento.




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Marcelo Gil é Conciliador e Mediador Judicial capacitado nos termos da Resolução nº 125 de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, pela Universidade Católica de Santos. Mediador capacitado para a Resolução de Conflitos Coletivos envolvendo o Poder Público, pela Escola Nacional de Mediação e Conciliação do Ministério da Justiça - ENAM-MJ. Pós-graduado em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário SENAC. Gestor Ambiental capacitado em Gestão de Recursos Hídricos pelo Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais - PNC, do Ministério do Meio Ambiente. Inscrito no Conselho Regional de Química da IV Região e no Conselho Regional de Administração de São Paulo. Graduado pela Universidade Católica de Santos, com Menção Honrosa na área ambiental, atribuída pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas - IPECI, pela construção e repercussão internacional do Blog Gestão Ambiental da UNISANTOS. Corretor de Imóveis desde 1998, agraciado com Diploma Ético-Profissional pelo CRECI-SP, por exercer a profissão por mais de 15 anos sem qualquer mácula. Homenageado pela Associação Brasileira de Liderança - BRASLIDER, no Círculo Militar de São Paulo, com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil, na categoria Profissional do Ano 2014 - "Corretor de Imóveis/Perito em Avaliações - Consultor de Negócios Imobiliários, Turismo e Meio Ambiente". Inscrito no Cadastro Nacional de Avaliadores do COFECI. Perito em Avaliações Imobiliárias com atuação no Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Especialista em Financiamento Imobiliário. Agente Intermediador de Negócios. Pesquisador. Técnico em Turismo Internacional desde 1999. Associado a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - PROTESTE. Associado ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC. Membro da Academia Transdisciplinaria Internacional del Ambiente - ATINA. Membro da Estratégia Global Housing para o Ano 2025. Membro do Fórum Urbano Mundial - URBAN GATEWAY. Membro da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Membro da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista - REABS. Filiado a Fundação SOS Mata Atlântica e Colaborador do Greenpeace Brasil.


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Dica: IV Colóquio Mindlin: História do Brasil, história territorial e história global


Imagem de divulgação - USP

Tópico 0083

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) convida para o IV Colóquio Mindlin: História do Brasil, história territorial e história global, coordenado pelo Prof. Luis Felipe Alencastro e que acontecerá às 10 horas do dia 2 de março de 2015, na Sala de Palestras da biblioteca.

O colóquio faz parte da série de atividades acadêmicas organizadas pela BBM na intenção de apresentar e debater sob diversos ângulos figuras importantes da intelectualidade brasileira ou estrangeira que se destacaram na vida do nosso país.

Local: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin - Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária, São Paulo, SP, CEP: 05508-050 - Sala de Palestras.

Data: 2 de março de 2015, às 10h.


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal” é lançado em Lisboa


Imagem ilustrativa da capa do livro

Tópico 0082

A jornalista e investigadora cultural brasileira, Thais Matarazzo, segue viagem para Portugal para apresentar o seu mais novo livro: “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”, que abre a Coleção “Luso-Brasileira”, da In House Editora.

Thais Matarazzo já teve alguns de seus livros lançados em Portugal. Em outubro de 2013, apresentou “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” no “Congresso da Mulher Migrante”, organizado pela Dra. Manuela Aguiar e Dra. Rita Gomes, em Lisboa; e, em agosto de 2014, lançou o livro “A Rapaziada do Brás: seus artistas, memórias e canções” (coleção Pró-TV, In House editora) no restaurante “Mamma Mia”, no Porto, com evento organizado pela “Associação Sociocultural Código Simbólico”.

O novo livro terá sessão de autógrafos dentro do “II Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista”, com organização do professor Jorge Trigo, na Biblioteca São Lazáro, em Lisboa. O evento tem início em 7 de Fevereiro, às 16 horas, além da apresentação de “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”, a escritora apresentará a Conferência “A música ligeira brasileira e portuguesa no teatro musicado”.

Participam ainda o Grupo de Cavaquinhos da Academia Sénior da ARPIAC – Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Agualva-Cacém, e na Conferência “As Vedetes do Teatro de Revista Brasileiro”, participa Eloína Ferraz, professora brasileira e uma das maiores atrizes do Teatro de Revista do Brasil.

No sábado, 21 de Fevereiro a partir das 16 horas, o evento traz a Conferência “Série Lisboa – Sobre a produção de espetáculos de Revista pela Empresa Vasco Morgado (1952-1975)”, com Gonçalo Antunes de Oliveira, especialista em Etnomusicologia Histórica. Na Conferência “O teatro musical americano em Portugal: desde o seu aparecimento com Godspell em 1976, pelo produtor Vasco Morgado, até aos nossos dias”, fala o Paulo Carrilho, professor de História do Teatro Musical.

A apresentação dos conferencistas e as moderações ficam a cargo de Jorge Trigo, professor em História e Mestre em História Regional e Local. Tem organizado e participado em iniciativas relacionadas com o Fado. É autor, entre outros livros, da biografia “Ercília Costa – Sereia Peregrina do Fado”, editora Fonte da Palavra.

Biblioteca São Lázaro é a biblioteca pública mais antiga de Lisboa, tendo sido criada em 1883, sendo das mais importantes da capital portuguesa. Instalada num edifício de arquitetura neoclássica erudita dos finais do séc. XIX, tem, como ex-libris, o seu Salão Nobre, no qual se destacam a disposição hexagonal da sala, o mezanino e o mobiliário da época. Dispõe de documentação generalista e diversificada.


Apoios Culturais de Portugal e Brasil

Com realização da Biblioteca São Lázaro (Freguesia de Arroios) e In House Editora, o “II Ciclo de Conferências Luso-Brasileiro sobre Teatro de Revista” recebe o apoio cultural da Ordem dos Músicos do Brasil / CRESP, representada pelo seu Presidente, Prof. Roberto Bueno, e pelo Vice-presidente, Ribas Martins; da Associação Sociocultural Código Simbólico, tendo como Presidente Rosilda Portas, e do projeto “Cultura no Choro”, idealizado e produzido por de Cris Caner.


O livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal”

A obra tem o objetivo recuperar, registrar e preservar as memórias desta troca artística entre os dois países irmãos, focalizando o período de 1910 a 1960. Thais Matarazzo já tem editados outros dois títulos sobre o tema, “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011) e “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013), também apresentados em Portugal.

Os desenvolvimentos dos meios de comunicação e os adventos do disco, cinema, rádio, televisão, internet, entre outros fatores, contribuíram para a difusão das artes. No tocante à música popular, o teatro de revista e o rádio foram as ferramentas mais importantes para sua popularização, até meados do século XX, envolvendo um grande números de artistas, compositores, autores e empresários.

Impossível registrar num único volume os nomes de todos os profissionais da arte popular que participaram desta troca cultural, mesmo porque a pesquisa de campo é muito difícil em vários aspectos, o que exigiu da autora Thais Matarazzo muito fôlego em investigações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Porto.

O livro está dividido em duas partes: artistas brasileiros e artistas portugueses. Para celebrar a amizade e a cultura de Brasil e Portugal, a obra traz dois prefácios, do escritor e professor brasileiro José Américo Lisboa Júnior e do autor e historiador português Jorge Trigo. O texto da contracapa é assinado pelo jornalista Jefferson Silveira e o texto da orelha é do radialista Walter Manna.


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Marcelo Gil é Conciliador e Mediador Judicial capacitado nos termos da Resolução nº 125 de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, pela Universidade Católica de Santos. Mediador capacitado para a Resolução de Conflitos Coletivos envolvendo o Poder Público, pela Escola Nacional de Mediação e Conciliação do Ministério da Justiça - ENAM-MJ. Pós-graduado em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário SENAC. Gestor Ambiental capacitado em Gestão de Recursos Hídricos pelo Programa Nacional de Capacitação de Gestores Ambientais - PNC, do Ministério do Meio Ambiente. Inscrito no Conselho Regional de Química da IV Região e no Conselho Regional de Administração de São Paulo. Graduado pela Universidade Católica de Santos, com Menção Honrosa na área ambiental, atribuída pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas - IPECI, pela construção e repercussão internacional do Blog Gestão Ambiental da UNISANTOS. Corretor de Imóveis desde 1998, agraciado com Diploma Ético-Profissional pelo CRECI-SP, por exercer a profissão por mais de 15 anos sem qualquer mácula. Homenageado pela Associação Brasileira de Liderança - BRASLIDER, no Círculo Militar de São Paulo, com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil, na categoria Profissional do Ano 2014 - "Corretor de Imóveis/Perito em Avaliações - Consultor de Negócios Imobiliários, Turismo e Meio Ambiente". Inscrito no Cadastro Nacional de Avaliadores do COFECI. Perito em Avaliações Imobiliárias com atuação no Poder Judiciário do Estado de São Paulo. Especialista em Financiamento Imobiliário. Agente Intermediador de Negócios. Pesquisador. Técnico em Turismo Internacional desde 1999. Associado a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor - PROTESTE. Associado ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC. Membro da Academia Transdisciplinaria Internacional del Ambiente - ATINA. Membro da Estratégia Global Housing para o Ano 2025. Membro do Fórum Urbano Mundial - URBAN GATEWAY. Membro da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. Membro da Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista - REABS. Filiado a Fundação SOS Mata Atlântica e Colaborador do Greenpeace Brasil.


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sábado, 3 de janeiro de 2015

A História dos Três Reis Magos, das Janeiras em Portugal e dos Villancicos en España


Imagem ilustrativa


Tópico 0081

Em países distantes, viviam três homens sábios que estudavam as estrelas e o céu. Um dia viram uma nova estrela muito mais brilhante que as restantes, e souberam que algo especial tinha acontecido.

Perceberam que nascera um novo Rei e foram até ele.

Os Três Reis Magos, GasparBelchior e Baltazar, levavam presentes, e seguiam a estrela que os guiava até que chegaram à cidade de Jerusalém.

Perguntaram pelo Rei dos Judeus, pois tinham visto uma nova estrela no céu.

Quando o Rei Heródes soube que estrangeiros procuravam um novo Rei, ficou zangado e com medo. Os romanos tinham-no feito Rei a ele, e agora diziam-lhe que outro Rei, mais poderoso, tinha nascido ???

Então, Herodes reuniu-se com os Três Reis Magos e pediu-lhes para lhe dizerem quando encontrassem essa criança, para que ele também pudesse adora-la.

Os Reis Magos concordaram e partiram, seguindo de novo a estrela, até que ela parou e eles souberam que o Rei estava ali.

Ao verem Jesus, ajoelharam e ofereceram-lhe o que tinham trazido: Ouro, Incenso e Mirra. A seguir partiram.

A noite, quando pararam para dormir, os Três Reis Magos tiveram um sonho. Apareceu-lhes um anjo que os avisou que o Rei Herodes planejava matar Jesus.

De manhã, carregaram os camelos e não foram até Jerusalém, regressaram à sua terra por outro caminho.

José também teve um sonho. Um anjo disse-lhe que Jesus corria perigo e que ele devia levar Maria e a criança para o Egito, onde estariam em segurança. José acordou Maria, prepararam tudo e partiram ainda de noite.

Quando Herodes soube que fora enganado pelos Três Reis Magos, ficou furioso. Tinha medo que este novo rei lhe tomasse o trono.

Então, ordenou aos soldados para irem a Belém e matarem todos os meninos com menos de dois anos. Eles assim fizeram.

As pessoas não gostavam de Herodes e passaram a odiá-lo ainda mais.

Maria e José chegaram bem ao Egito, onde viveram sem problemas.
Então, tempos depois, José teve outro sonho, um anjo disse-lhe que Herodes morrera e que agora era hora de regressar com a família a Nazaré, a sua casa.

Depois da longa viagem de regresso, eles chegaram enfim ao seu lar. 


Janeiras em Portugal
Em certas regiões, e países, existe um costume em que grupos de crianças cantam cânticos e canções de Natal de porta em porta, na esperança de que as pessoas ofereçam doces, chocolates, e dinheiro.

Esses cânticos, de Natal de rua, têm nomes e dias diferentes conforme os países que o celebram :

- Na Grécia, no dia 24 de dezembro, canta-se as Kalandas.

- No Reino Unido e nos Estados Unidos, no dia 26 de dezembro canta-se os Christmas Carols.

- Em Portugal cantam-se as Janeiras em 6 de janeiro, no Dia de Reis e no mesmo dia, cantam-se na Espanha os Villancicos, geralmente acompanhados por pandeiretas e castanholas.


Tradição Milenar

Formam-se grupos pequenos ou com dezenas de crianças que cantam e animam as localidades, indo de casa em casa ou colocando-se num local central (esta é uma versão mais recente), desejando de uma forma tradicional um bom ano a todos os presentes.

Nos grupos de janeireiros, toca-se pandeireta, ferrinhos, tambor, acordeão e viola, por exemplo.

Em muitas aldeias esta tradição mantém-se viva, especialmente no Norte de Portugal e nas Beiras onde os amigos vão cantar as janeiras na casa dos vizinhos.

No entanto, canta-se as Janeiras por todo o País.
As pessoas visitadas são normalmente muito receptivas aos cantores e aos votos que vêm trazer, dando-lhes algo e desejando a todos um bom ano.

Mas há sempre alguém mais carrancudo que não recebe bem os janeireiros, então, segundo uma recolha dos alunos da EB1 de Monte Carvalho, em Portalegre, às pessoas que abrem "bem" a porta canta-se assim:


Esta casa é tão alta
É forrada de papelão
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê a salvação.


E aos que não abrem a porta canta-se uma canção a dizer que os janeireiros estão zangados :


Esta casa é tão alta
É forrada de madeira
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê uma coceira.


No fim os janeireiros fazem um petisco, bebem vinho e comem chouriços assados, confraternizando o Dia dos Três Reis Magos !!!
                                                        


Villancicos en España

La Navidades en España se celebran cantando unas melodías especiales que se llaman Villancicos. Se cantan durante estas entrañables fechas, sobre todo por parte de los niños, que son los auténticos protagonistas de estas fiestas. Los españoles son un pueblo que disfruta con las reuniones familiares, y en Navidad las familias se reúnen para comer turrón y mantecados y pasarlo bien cantando villancicos delante del Portal de Belén y en los últimos tiempos, cada vez más frente al árbol de Navidad.

Los villancicos tienen su origen en la Edad Media. Originalmente eran una forma poética, una especie de canciones con estribillo de carácter no religioso, generalmente armonizadas en polifonía. Fueron muy populares entre los siglos XV y XVII. Con el paso del tiempo empezaron a llenarse de valores religiosos y a cantarse en los templos, asociándose con las festividades navideñas, uso que han mantenido hasta hoy. Los villancicos son melodías de temática religiosa centrada en la Navidad muy populares en Latinoamérica, Portugal y España.

Su nombre probablemente tenga su origen en la palabra villa (ciudad), donde surgieron. Cobraron especial importancia en el Renacimiento y el Barroco en toda Europa, aunque el carácter especialmente religioso de España hizo que tuviesen un papel protagonista en nuestro país.

La música de los villancicos actuales es un elemento más del folclore navideño. Además de los instrumentos “normales”, existen algunos especiales que forman parte de las melodías navideñas españolas: la zambomba, la pandereta, la carraca y la botella de anís. La zambomba es un instrumento compuesto por un cono truncado invertido, abierto por ambos lados y generalmente de cerámica que lleva, en la boca mayor, un parche de piel atravesado por una caña en su centro. Humedeciendo la mano y frotándola contra la caña se produce un zumbido grave que es el origen de su nombre. La botella de anís es un ejemplo del poder de la creatividad puesta al servicio de la música. El licor de anís en España se presenta tradicionalmente en una botella de vidrio transparente con un relieve romboidal en su exterior. Con una botella vacía y usando una cuchara de peltre como baqueta y frotándola contra la superficie de vidrio se produce un sonido agudo, “cristalino” que acompaña en los villancicos a los cantantes.

En contraste con las canciones de Navidad del mundo anglosajón o germánico, con melodías de una riqueza orquestal sinfónica, magnífica encontramos los villancicos tradicionales españoles, más rítmicos y “ruidosos”. América Latina también ha recibido los villancicos y los ha llenado de sus propias características, incluyendo ritmos e instrumentos autóctonos, como el charango, el sicus, la quena, etc.

Un caso curioso es el aflamencamiento de los villancicos en Andalucía, sobre todo, donde estas canciones de Navidad forman parte del acervo popular con títulos que todo el mundo conoce (y en este caso la expresión todo el mundo es literal) y, si no canta, sí tararea cuando, paseando por las calles se escuchan de fondo en la megafonía navideña.

Algunos de los villancicos extranjeros que se han popularizado en España –con versión de la letra en castellano, por supuesto- son “Noche de Paz” (Stille Nacht, heilige Nacht, originalmente), “Blanca Navidad” (White Christmas) o el clásico latino “Adeste Fideles”. Es importante recordar que en el caso de estos villancicos de origen foráneo, la traducción de la letra no es literal, sino una adaptación para que suene bien al cantarse en español.

Entre los villancicos que no pueden faltar en una reunión navideña en España destacan:














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